OTAs & Canal Direto

Booking sobe a comissão para 18% em julho de 2026: o que o seu hotel precisa fazer agora

09 de junho de 20267 min

Em 2026 a Booking.com comunicou aos parceiros brasileiros uma comissão preferencial de 18%, com vigência prevista para 1º de julho. Em uma diária de R$ 500, a comissão sobe de R$ 75 para R$ 90. Entenda o impacto real e o plano de ação para proteger sua margem.

Aperto de mãos sobre mesa de negociação com documentos e calculadora

O que aconteceu

Em 2026, a Booking.com comunicou aos parceiros hoteleiros brasileiros uma comissão preferencial de 18%, com vigência prevista para 1º de julho de 2026. Historicamente, as taxas no Brasil variavam entre 10% e 15%. O reajuste foi recebido com forte reação do setor: entidades como FBHA, FOHB, ABIH e Resorts Brasil se posicionaram contra e pediram o adiamento da medida para janeiro de 2027.

Independentemente de quando entre em vigor, a direção está dada — e a conta do hoteleiro acabou de ficar mais pesada.

O impacto em número, não em discurso

Vamos ao concreto. Em uma diária de R$ 500:

  • Com comissão de 15%: o Booking fica com R$ 75.
  • Com comissão de 18%: o Booking fica com R$ 90.

São R$ 15 a mais por diária — que parecem pouco até você multiplicar. Um hotel que faz 600 diárias por mês via Booking a R$ 500 passa a pagar R$ 9.000 a mais por mês só de incremento de comissão. R$ 108 mil por ano que saem direto da sua margem, sem que você receba nada novo em troca.

Por que esse é o gancho do ano para o canal direto

O argumento da reserva direta sempre existiu. O que mudou é que a dor agora está nas manchetes e na fatura. O hoteleiro que adiava a estratégia de canal direto porque "o Booking ainda compensava" acabou de receber um motivo concreto para agir. E os dados de mercado já provam que a reserva direta lidera em valor — não é só economia de comissão, é ticket médio maior.

Cada ponto percentual de comissão a mais aumenta o retorno de qualquer real investido em canal direto. A matemática que antes era boa ficou ainda melhor.

O que NÃO fazer

Tirar o hotel do Booking de um dia para o outro é suicídio comercial — você perde distribuição e ocupação antes de ter um canal direto maduro para compensar. A reação ao aumento não é abandonar a OTA. É reduzir a dependência dela de forma planejada, capturando no seu domínio a demanda que o próprio Booking ajuda a gerar.

O plano de ação (na ordem certa)

  1. Garanta paridade ou vantagem no canal direto. Se o seu site não oferece preço igual ou melhor que o Booking, nenhuma campanha vai funcionar. Esse é o passo zero.
  2. Ative o Google Hotel Ads. É o canal de maior ROI e captura o viajante no momento exato da decisão — a um custo muito menor que 18%.
  3. Capture quem busca seu nome. Campanhas de busca pelo nome do hotel garantem que você apareça antes do anúncio da OTA quando alguém já te conhece (o "efeito billboard").
  4. Otimize site e motor de reservas. Um motor de reservas sem atrito e um site rápido transformam o tráfego capturado em reserva confirmada.
  5. Construa base própria. E-mail e WhatsApp dos hóspedes anteriores convertem a custo quase zero — o oposto da comissão crescente.

Esse é exatamente o caminho que detalhamos em como reduzir as comissões do Booking sem perder ocupação.

A janela é agora

Reposicionar a operação para o canal direto leva alguns meses — e o aumento chega em julho. Quem começar a estruturar reservas diretas agora chega na nova realidade com a margem protegida. Quem esperar vai simplesmente pagar mais e seguir refém. O aumento da Booking não é só uma má notícia: é o empurrão que o seu canal direto precisava para deixar de ser plano e virar prioridade.

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